quinta-feira, 25 de abril de 2013

Foi Deus



Foi Deus 
Quando intensa foi a dor
E pensei que não resistiria
Porque vi ali o meu amor
Deitado e nunca mais o veria.

Quando quis desistir de viver
Porque a vida perdera o sentido
E nada mais me dava prazer
Por estar com o coração ferido.

Quando acabou minha alegria
E o valor da vida se perdeu
Ao sepultar o que Deus me deu.

Foi Deus que pegou pela minha mão
Abraçou-me e levando para casa
Acolheu-me e trouxe paz no coração.

Ataíde Lemos

sábado, 13 de abril de 2013

Experiências Traumáticas




Experiências Traumáticas

Somente vivemos a intensidade de um sentimento quando também passamos por ele. Talvez, seja por isto que Deus permite que vivêssemos tais situações. Não que ela tenha o objetivo de nos punir, de nos fazer sofrer, mas é muito mais que isto, é para sentirmos em nós esta realidade e assim, olharmos para o outro que passa pela mesma circunstancia com um olhar de amor, de atenção, de respeito e de misericórdia.
 
São das circunstâncias tristes que surgem movimentos em defesas de direitos. Que surgem associações. Que correm mudanças de atitudes e união entre as pessoas. São das circunstâncias tristes e traumáticas que podemos ver a manifestação do amor fraterno e também o despertar para um olhar especifico para determinados temas que às vezes, não damos tanto valor ou nos passa por despercebidos.

Cito dois exemplos, um deles é a questão das drogas. Quantas e quantas vezes pessoas agem preconceituosamente em relação aos dependentes químicos e alcoólatras, porém, ao passar por esta experiência na família passam a ter uma nova concepção sobre o assunto. Passam, inclusive trabalhar nesta área ajudando outras famílias ou mesmo dependentes químicos? Também, quantas vezes são por meio das drogas que as pessoas derrubam os preconceitos religiosos deixando de falar mal das religiões, porque seus entes acabam buscando ajuda e conseguem vencer as drogas em determinadas religiões as quais falavam mal delas e excluíam pessoas por esta ignorância?

Outro exemplo que gostaria de citar é a perda de filhos. Esta é outra experiência traumática para os pais, porém, infelizmente, ainda falta um olhar para este assunto, pois, esta é uma dor sem nome e que leva os pais perderem a qualidade de vida na maioria dos casos se não tiverem uma estrutura psicológica e espiritual sólidas.

A perda de filhos é uma experiência que somente pode sentir aquele que passou por ela. Ainda que muitos através de gestos de solidariedade procurem consolar os pais, ao invés de ajudarem acabam criando certas situações constrangedoras, muitas delas, provocando os isolamentos dos pais em se abrirem para procurar ajuda.

Acredito que falta tanto por parte das religiões, como também através dos serviços públicos de saúde uma maior atenção aos pais que perdem filhos, pois, esta é uma doença depressiva e emocional muito comum que atinge toda uma estrutura familiar.

Em suma, embora, seja triste vivermos situações de sofrimentos como estes mencionados acima, cujo perdemos o teto e o chão, são a partir delas que passamos a ter novos conceitos de vida. Passamos a ser mais solidários uns com os outros. Tornamo-nos mais humanos, tolerantes e deixando de agir preconceituosamente em relação às pessoas e porque não dizer, através delas atingimos um despertar espiritual mais consistente e menos emocional.

Ataíde Lemos
Escritor & Poeta 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Não fique triste



Não fique triste 

Não fique triste
Não quero ver seus olhos molhados 
O amor existe 
A distancia não nos deixou separados.

A vida na terra é maravilhosa
Porém, há o momento que precisamos ir
Somos joias preciosas
Por isto, Deus nos chama e temos que partir.

Embora, esteja longe dos seus olhos
Estou dentro de seu coração
E você está na minha oração.

Para que encontre a paz
E não sofras com minha partida
Pois, aqui é maravilhosa minha vida.

Ataíde Lemos

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Com o tempo I


Com o tempo I

Com o tempo a gente aprende
Amar na distancia,
Amar apenas nos sentimentos
Amar sem ter, ou melhor,
Ter, mas distante dos olhos
Porém, dentro do coração.

A gente aprende amar
Nos pensamentos;
Ter aquele que se foi
Na alma.
Com o tempo a gente
Descobre o verdadeiro
Sentido da palavra saudade.

Com o tempo a gente perde o medo;
O medo de partir
Porque há pessoas do outro lado
Que moram dentro de nós
E que, o desejo de revê-los
É intenso, é imenso
Deixando a vida dividida
Em aqui permanecer
Ou para o outro lado ir viver.

Ataíde Lemos

Escritor & Poeta

sábado, 30 de março de 2013

Dor sem nome




Dor sem nome 

Dor sem nome
Esta é a dor da perda de um filho
É intensa, profunda
Que sempre retorna
A qualquer lembrança
Em qualquer mera semelhança;
Que retorna numa palavra
Na  fala de uma perda
Ou em qualquer cena
De alguém que esteja
Vivendo esta mesma dor.

Dor sem nome
Dor que se forte não for
Aos poucos ela se consome
Levando a alegria,
O prazer de viver,
Isolando-se na solidão
Até que ao perceber
Entra-se em depressão.

Dor sem nome
Mas, que com ela pode conviver
Ao olhar nela
Com o olhar dá fé,
A fé que tudo pode
Inclusive, quando se deixa
Envolver-se no mistério do amor
De quem viveu esta mesma dor
O Pai, Maria
Ao verem seu filho
Um jovem que toda sua vida
Curou, pregou o amor
Teve uma morte terrível
Sem mal algum fazer.

Ataíde Lemos

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Percepção


Percepção 

Não há distancia;
A longevidade do tempo
Não diminui a intensidade 
Deste amor
Que mora em meus sentimentos
Trazendo-te todo instante
Fazendo-te presente
No meu pensamento
E no coração.

É uma flor no jardim
Da minha existência
Que possui um aroma
Inconfundível, insubstituível
Impregnado em mim
E a todo tempo 
Sinto-te presente
Com a percepção
Que você nunca se foi.

Ataíde Lemos
Escritor & Poeta

Há um belo lugar



Há um belo lugar

Há um belo lugar
Sem dor,
Onde só o amor
Nele pode habitar.

Lá,  há alegria
Paz, mansidão...
Há única estação
A luz irradia.

Todos seus habitantes
Estão atentos
Todos os instantes
Com seus  acalentos
Trazem paz
Aos que estão distantes.
Ataíde Lemos

Soneto do reencontro



Soneto do reencontro 

O tempo cada vez me aproxima mais de você
Nossa separação embora, pareça se distanciar
Não é verdade, cada dia que passa mais perto
Aproxima o tempo que será nosso reencontro.

Por isto, a saudade dá o seu lugar a alegria 
E faço de cada presente um momento novo
Por saber que cada dia mais perto de ti estou

Portanto, vivo aqui com muita intensidade.

Tua viagem me ensinou perder o medo de ir
Sê possuo muitos motivos para ficar aqui
Hoje tenho uma razão especial do outro lado.

Não quero seguir atalhos, nem me entristecer
Quero cumprir a missão até que chegue o dia
Fazendo valer a pena minha passagem por cá.
Ataíde Lemos

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Um anjo


Um anjo 

Ao nascer já possui o semblante de anjo
Na medida que ia crescendo
Suas atitudes eram de um anjo
Sempre alegre, brincalhão, protetor
Assim, era com suas amizades
Tinha uma força intensa de atração
E uma facilidade em fazer amigos.
Todos que de ti aproximava
Logo de você já gostava.
Tirava de si para dar aos amigos
Teu sorriso cativante
E tuas brincadeiras
Para seus amigos era marcante.
Quando se foi, abriu um vazio
Não somente para seus pais
Mas, para tantos que se sentiram órfãos
Sem mais a presença
De alguém que era mais que amigo
Mas, sim um anjo alegre e acolhedor.

Ataíde Lemos

Escritor & Poeta

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Perder um filho, uma dor eterna




Perder um filho, uma dor eterna




          Deus, sempre está nos proporcionando viver experiências. Algumas delas são maravilhosas, já outras, são experiências terríveis que tira nosso chão e nosso teto. Acredito, que destas duas experiências a que nos ajuda a crescer muito são aquelas que nos causam alguns tipos de perdas, pois estas, nos levam a compreender que não podemos apegar a nada. Não podemos nos apegar ao dinheiro; apegarmos aos supérfluos e nem mesmo as pessoas que mais amamos. Devemos apenas viver um dia de cada vez e desapegados. Enfim, a única coisa que devemos nos apegar é em Deus, nem na nossa vida devemos ser apegados, mas vive-la.


Há uma expressão que se diz: “somente quem passa por uma dor, pode avaliar no outro qual o tamanho dela”. Certamente, que sim, porém, é preciso também dizer que cada um reage diferentemente este mesmo trauma. No entanto, o fundamental é que este trauma seja colocado para fora, seja trabalhado para que ele não se encube e acaba transformando em doenças emocionais que possam gerar doenças físicas ou mesmo psiquiátrica ou ainda, construir na pessoa estilos comportamental nocivo a si próprio ou a outrem. 

Há um ano e seis meses, Deus, me proporcionou viver uma experiência terrível. Uma experiência pior que perder um pai, perder uma mãe (digo isto, porque esta eu já vivi), perder um irmão. A pior experiência é de perder um filho. Independente a maneira como um filho se vai a dor é a mesma e intensa. No meu caso, meu filho tinha 16 anos, alegre, cheio de vida e de planos, ao retornar para o trabalho de bicicleta, acabou sendo atropelado por um caminhão o qual faleceu no local.

Pois bem, após este acontecimento, minha vida teve uma reviravolta em termos sentimentais. Em relação à forma de enxergar a vida. A maneira de me relacionar com as pessoas e comigo mesmo, mas sobretudo, a forma de sentir na carne a dor que é para tantos pais que perdem seus filhos.

A partir deste acontecimento, criei uma comunidade no site relacionamento (orkut), para compartilhar com os pais que passaram por este mesmo trauma, por esta mesma dor. Também, participo em grupos no Facebook, onde partilhamos esta dor. Enfim, passei também a ler e me inteirar sobre este assunto.

Acredito que a melhor forma de lidar com uma dor emocional não é se isolar. É, não querer carregar somente consigo esta dor, pelo contrário, é partilhar, é expor a dor. É associar-se com pessoas que passaram pela mesma situação. Acredito que isto é tão verdadeiro que são os grupos de mutua ajuda aqueles que obtém maiores resultados positivos em termos curas emocionais ou mesmo, colaboram para que se consiga forças para conviver com determinadas situações, onde há necessidade de controle emocional. 

Nós filhos somos um pedaço de nossos pais, e nossos filhos são pedaços de nós. São partes que nos faz viver. Muitas vezes, mais da metade das vidas dos pais é vivida em função dos filhos. Não que isto seja errado, mas é natural esta ligação. Ou seja, isto está na essência do ser humano, do ser mãe e do ser pai.

Enfim, não há nada de errado, nada de mórbido os pais que perderam filhos, sempre falarem neles. Sempre transmitirem esta dor da saudade que possuem pela sua ausência. A dor de perder um filho, não se resume aos dias do acontecimento, mas por toda a vida. Evidentemente, com o passar do tempo esta dor se transforma e aprendemos a lidar com ela, sem que nossa vida desande e transforme em doenças como a depressão e outros tipos de doenças até mesmo orgânicas que além de nos destruir, atingem todos que estão a nossa volta.

Portanto, esta dor de perder um filho é algo muito particular que deve ser respeitado por todos. Pois, é uma das mais tristes experiências que o homem pode passar e que cada um tem sua maneira de lidar com ela.

Ataíde Lemos

Escritor & Poeta 

Estranho



Estranho 

É tão estranho
Um frio tamanho
Quando acordo
E você não está,
Me dá
Um aperto no coração
Ao ter que aceitar
Que não
Poderei te ver mais;
Aceitar que foi
Pra não voltar
E somente viverá
Na emoção.

É tão estranho
Viver esta ausência
Que foi tão presente;
Este silêncio
Que foi barulhento;
Este silêncio
Da tua voz
Do teu sorriso.
É tão estranho
Chega dar um nó
Sem saber
O que pensar
Sem palavras
Para falar.

Ataíde Lemos

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Ao olhar sua foto


Quando olho sua foto; um rosto lindo, alegre eu não sei se choro pela sua partida ou se sorrio por tão belo presente que recebi um dia.

Ataíde Lemos
Escritor&Poeta 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Teu olhar iluminado



Teu olhar iluminado

Em teu olhar,
Há luz no rosto
Me faz enxergar
O lugar bonito
Aonde estás.
Me traz grande paz
Acalma minh’alma
Me faz te sentir
Presente em mim.
Aquieta meu coração
Apesar da saudade
Que mora em meu Ser.
Teu semblante iluminado
É sol pra minha vida
E cura minha emoção
Porque me faz te ver
Feliz e transmitir
Em mim tua felicidade.

Ataíde Lemos
Escritor&Poeta

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Alegrem-se estou presente


Alegrem-se estou presente

É Natal, uma cadeira está vazia
Sei que a alegria de vocês não está completa
Falta um sorriso, um tom de voz diferente
Faltam minhas brincadeiras,
Enfim, falta minha presença física
Sei que nestes dias
São de muitas lembranças
E que uma tristeza invade
Pela dor da saudade,
Pela falta que faço.
Gostaria de pedir uma coisa:
Faça este Natal ser diferente
Alegrem-se, não fiquem assim
Afinal, minha partida, não foi
E jamais é o fim,
Eu estou com vocês
E vocês estão em mim,
Quero minha alegria em vocês
Hoje celebra o nascimento
Daquele que trouxe vida ao mundo
Que veio ser Luz,
Eu estou nesta Luz
Feliz, do lado de cá.
Hoje, estou mais perto de vocês
Minha presença é constante
Intercedo ao nosso Pai
Por vocês a todo instante.
Celebrem com muita alegria
Este Natal e não me sintam ausente
Porque neste momento estou presente.


Ataíde Lemos
Escritor & Poeta

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

É doce te sentir


É doce te sentir 

O tempo pode de mim tudo levar
Pode levar vários e bons momentos
Mas, jamais apagará este sentimento
Pois, onde estou ele vai sempre estar.

É prazeroso e maravilhoso de sentir
Embora, seja nostálgico e de saudade
Traz-me paz, faz bem, uma docilidade
E uma nova emoção te lembrar faz surgir.

É tão bom falar de você, de te lembrar
Viver cada momento que esteve aqui
Que tanto amor e alegria pôde nos dar.

A vida pode dar muitas reviravoltas
Provocar alegrias e as tristezas trazer;
O que eterniza não há como esquecer.

Ataíde Lemos


Escritor&Poeta

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Um trauma sem cura


Um trauma sem cura 

É tão complicado falar do sentimento de perda de um filho. Todos os dias a lembrança dele vem a mente, seja em algum olhar, num objeto, numa imagem qualquer; é como se ele estivesse de maneira sensível na mente que a qualquer sinal acendesse uma luz e ele surgisse. Enfim, a perda de um filho é um trauma que não tem cura, mas que aprendemos a conviver com ele se transformando em rotina na nossa vida.

Ataíde Lemos
Escritor&Poeta

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Falar de você



Falar de você 

Meu filho:
Falar de você;
Alivia-minh’alma,
Acalma-me,
Dá-me paz,
Faz-me sentir-te
Presente fisicamente
Mesmo ausente.
Pensar em você;
Anima-me a viver
O teu sorriso,
A tua alegria,
Teu jeito de ser,
Faz-me caminhar,
Lutar, sonhar,
Acreditar na vida.
Evidentemente,
A saudade há
E sempre haverá
De estar presente,
Pois, você foi e é
Meu precioso presente,
Que embora, agora
Distante
Não deixou de ser
Até se tornou
Ainda mais perto
De mim que antes
Pois, todo o instante
Tenho-te
Em meus pensamentos.

Ataíde Lemos


Ataíde Lemos 

domingo, 9 de dezembro de 2012

Minha luz



Minha luz
 
Veras uma estrela brilhar 
Em tua direção,
Ali estará meu olhar
Dentro do teu coração.
 
Deixe minha luz
Entrar e te iluminar
Tirando-lhes as trevas 
Que não lhes deixa enxergar.
 
Não quero te ver triste
Você nasceu para brilhar
Então, o meu brilho
Novamente vida irá lhe dar.
 
Não há distancia 
Que separa os corações;
Quando estão entrelaçados 
Mudam as estações.
 
A luz que vem de mim
Aquecerá tua alma,
Abrindo o teu horizonte
A tempestade ela acalma.
 
Ataíde Lemos 
Ataíde Lemos

Aprendi a amar a distancia



Aprendi a amar a distancia

Aprendi a amar a distancia
Quando perdi
Meu tesouro mais precioso;
Quando minha pérola pequena
Foi morar distante;
Aprendi a amar a distancia
Quando vi que meus amores
Não estavam mais por perto.
Enfim, aprendi a amar a distancia
Quando a circunstancia
Mostrou-me que
Meu espaço físico é limitado
Mas, que o amor não tem limite
De tempo e de espaço.
Ataíde Lemos

Ritual



Ritual 
Todo domingo
Cumpro um ritual,
Vou te visitar
Vou deixar meu carinho
E flores depositar
Faço minha oração
Olho seu retrato
Leio e releio a lápide, 
Beijo sua foto,
E fico ali te olhando.
Depois de um tempo longo,
Ou às vezes, pequeno
Vou embora em paz.
Já que fisicamente em casa
Não pode estar presente
Faço-me então a visita
Onde teus restos mortais
Encontram-se. 
Estas visitas me faz
Sentir-te mais perto de mim.
Olhos sua foto sorrindo
E as tuas palavras 
Escritas por mim:
“Quero que minha alegria 
Não seja interrompida 
Com a minha partida,
Mas, que permaneça entre nós.”
Ataíde Lemos