Blog dedicado ao nosso filho Matheus, que aos 16 anos foi morar com Deus, ao ser atropelado por um caminhão quando retornava ao trabalho de bicicleta, após almoço. Sua partida abriu um sentimento de saudade que permanecerá para sempre, no entanto, sua presença espiritual continua conosco transformando a alegria dele na nossa o qual nos conforta e dá a certeza que a morte não é o fim, mais apenas o nascimento de uma nova estação. * 2/06/1995 † 2/07/2011 Ataíde Lemos e família
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domingo, 10 de janeiro de 2016
domingo, 13 de abril de 2014
Conviver com a perda
Tenho aprendido lidar com a dor da perda da seguinte forma: primeiramente, sem fugir; segundo, vendo em tudo sinais de presença; terceiro, aceitando que não existe volta daquele que foi; quarto; não ocultando a dor da saudade; quinto, focando sempre o lado bonito do passado; sexto, compartilhando sentimentos com aqueles que vivem a mesma dor... Enfim, pensando que na medida em que o tempo passa mais próximo fica o reencontro, porém, no tempo de Deus.
Ataíde Lemos
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Não sei se é saudade ou falta
Eu não sei sinto saudades de você, porque não tiro-te de minha mente e te percebo nas coisas mais simples; falta também não sei se é, pois, és tão vivo em mim que você se faz presente todos os dias. É um sentimento sem explicação, talvez seja um vazio que se abriu no coração que transformou em carência de um pedaço de mim.
Ataíde Lemos
domingo, 9 de junho de 2013
Um intercessor
Acredito na vida após a morte independente
a religião, pois, já tive vários depoimentos de amigos que também já receberam
graças através da intercessão do Matheus, principalmente, graças em relação a
crianças. Pessoas que através dele encontram paz, outros são atendidos em seus
pedidos...
Sem aqui querer exaltar o Matheus
por ser o seu pai, mas ele era um menino comum, ou seja, brincalhão, arteiro,
etc. No entanto, possuía um coração, maior que o seu. Era um menino
conselheiro, não gostava de ver ninguém triste. Muitas vezes, presenciei partilhando
coisas dele para com outros, até se privando para dar ao outro, tanto que possuía
um número grande de amigo, pois, eram atraídos a ele pela sua forma alegre,
confidente e amigo de ser. Ele era um menino de fé, sempre ia à igreja com a
gente, no momento da Eucaristia era o que ele mais gostava na missa. Às vezes,
cochilava durante a missa, mas quando chegava a hora da comunhão era o primeiro
a entrar na fila e quando ficávamos bravos com ele por cochilar e ir comungar
ele dizia tudo que o padre havia falado. Enfim, ele não cochilava ele repousava.
Ele se foi deste mundo, mas está
muito presente e tenho certeza que é um anjo de muitos e que está atento a
todos através da intercessão dele para com Deus.
Ataíde Lemos
terça-feira, 7 de maio de 2013
Fazendo uma viagem
Uma das maneiras que faço para lidar com a perda de meu filho é acreditar que meu menino está bem, está feliz e muito vivo, para isto procuro pensar da seguinte forma: Qual é a maior felicidade dos pais? Certamente, a felicidade dos filhos, se tiver feliz e perto, bem, mas, caso não, o importante que ele esteja contente e sentindo se realizado.
Portanto, prefiro imaginar que meu filho está distante fazendo uma linda viagem se sentindo muito feliz. Ainda, que perto de mim ele poderia estar, porém, procuro pensar que aonde ele se encontra a felicidade é bem maior, sendo assim, meu coração se alegra mesmo diante da saudade.
Quando um filho casa e vai morar em outra cidade distante ou quando ele vai estudar numa região longínqua ou mesmo em outro país a saudade aperta, porém, não temos que aprender a conviver com esta distancia? temos. Mas, poderíamos dizer: ele está longe, mas ouço a sua voz, converso e o vejo através da internet. Enfim, de uma forma ou de outra sempre tenho contato com ele. Aí eu me pergunto: mas, deixo de pensar no filho que se foi? Claro que não, alias é o contrário, ainda mais penso nele, porém, volto ao pensamento, ele está feliz onde está e muito mais feliz caso estivesse aqui. E assim, vou seguindo a minha vida, com ele no coração, no pensamento, sentindo saudades, entristecendo pela ausência física, mas sem o desespero, sem deixar perder o rumo da vida. Sem fazer sofrer os outros que estão junto a mim e que também precisam de mim que eu também os amo. Enfim, procuro imaginar que meu filho não morreu está realizando seu sonho e que um dia nos encontraremos.
Ataíde Lemos
Escritor & Poeta
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